Constância na corrida, obstáculos e como manter?
- Otávio Soares
- há 3 dias
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Quando iniciamos na corrida, geralmente partimos de um ou mais objetivos: melhorar a saúde, aprimorar o condicionamento físico, emagrecer, controlar a ansiedade, reduzir o estresse ou simplesmente praticar uma atividade ao ar livre.
No entanto, com o passar do tempo, esses objetivos podem esbarrar em alguns obstáculos, comprometendo a constância nos treinos. Entre os principais, destacam-se:
Falta de tempo
Em determinados momentos, nossa rotina sofre mudanças, e é um equívoco pensar que o treinamento não possa se adaptar a isso. Se antes você corria 3x por semana e agora só consegue treinar 2x, é possível ajustar o planejamento com o auxílio do treinador. Outra opção é realizar treino com um tempo determinado, assim já sabe a duração dele antes de iniciar. Dessa forma, a rotina se torna mais viável e o compromisso com os treinos tende a ser maior.
Falta de metas claras
A ausência de objetivos bem definidos pode reduzir significativamente a motivação. Quando não sabemos exatamente onde queremos chegar, o interesse pela prática diminui. Estabelecer metas, como melhorar o tempo em uma determinada distância ou participar de provas de 5 km, 10 km ou 21 km, contribui diretamente para a manutenção do foco e da regularidade.
Metas irrealistas
Para que a corrida permaneça uma atividade prazerosa, os objetivos devem ser compatíveis com o nível atual e com a disponibilidade de tempo do corredor. Metas ambiciosas até podem ser realizadas, desde que sejam alcançáveis, com um prazo suficiente para atingir. Para isso ela pode ser “quebrada” em pequenas etapas, construindo uma base sólida na corrida, pois se tentarmos pular etapas, podemos gerar frustração, aumentar o risco de lesões e até levar ao abandono da prática. Por isso, é fundamental definir objetivos progressivos e realistas, preferencialmente com orientação do seu treinador.
Dores ou lesões
Esse é um dos obstáculos mais temidos pelos corredores, pois impacta diretamente a continuidade dos treinos. Nem todo desconforto vai necessitar uma interrupção total dos treinos, aqui na 040 possuímos um protocolo de lesão, com o objetivo de avaliar o desconforto, alinhar os treinos e direcionar a melhor intervenção. Muitas dessas situações podem ser prevenidas ouvindo os sinais do corpo, respeitando os treinos propostos e realizando exercícios de fortalecimento muscular regularmente.
Além desses fatores, a literatura aponta que a competitividade e a sociabilidade também exercem papel importante na adesão e manutenção da corrida.
A competitividade pode se manifestar tanto de forma interpessoal, como comparar desempenhos com amigos, quanto intrapessoal, ao buscar constantemente a superação individual. Já a socialização, seja por meio de grupos de corrida ou de interesses compartilhados, fortalece o vínculo com a prática e contribui para a manutenção da constância ao longo do tempo.
Em resumo, é fundamental compreender que a rotina é dinâmica e está em constante mudança. Ter essa consciência permite reavaliar os objetivos junto com seu treinador, ajustando a sua rotina atual, e contribuindo diretamente para manter a motivação. Além disso, a conquista de pequenas meta ao longo do caminho fortalece a consistência nos treinos e auxilia na superação dos obstáculos que surgem no caminho.
REFERÊNCIAS:
CARDOSO BATISTA, Maria Geovania; ANTUNES DOS SANTOS, Maria Gabriela; DE PAULA NAGEM, Marcelo; LOPES DE SALES, José Roberto; RAMOS VELOSO SILVA, Rosângela; MENDES AMARAL, Giovanna; VELOSO ROCHA MARINHO, Hellen. FATORES MOTIVACIONAIS PARA A PRÁTICA DE CORRIDA DE RUA. RENEF, [S. l.], v. 13, n. 19, p. 49–60, 2022.
GONÇALVES, Gabriel Henrique Treter. Corrida de rua: um estudo sobre os motivos de adesão e permanência de corredores amadores de Porto Alegre. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.
TRUCCOLO, Adriana Barni; MADURO, Paula Andreatta; FEIJÓ, Eduardo Aguirre. Fatores motivacionais de adesão a grupos de corrida. Motriz: Revista de Educação Física, Rio Claro, v. 14, n. 2, p. 108–114, abr./jun. 2008.




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